5 coisas que empresas podem fazer para aumentar felicidade dos colaboradores

5 coisas que empresas podem fazer para aumentar felicidade dos colaboradores

colaborador feliz

Uma nova pesquisa do Chartered Institute of Personnel Development (CIPD) nos diz o que qualquer pessoa em um trem lotado a caminho do trabalho em uma manhã chuvosa já sabe: a maioria de nós odeia nossos empregos. A insatisfação no trabalho atingiu a maior baixa em dois anos e não parece que vai subir tão cedo. Por que será tão complicado aumentar a felicidade nas empresas?

Isso não é extremamente surpreendente; todos nós sabemos que o custo de vida aumentou e os salários não acompanharam. Segurança do emprego é um termo que seus pais usam, mas que não significa nada na economia de trabalhos temporários (gig economy) de hoje, e o trabalho se tornou tão mortalmente monótono que um homem está financiando a sua aposentadoria ao processar a empresa por “síndrome de boreout”*. Juntando tudo isso, não é de se admirar que a satisfação do empregado esteja tão baixa.

 Se você é um empregador que passou rapidamente os olhos pelo relatório do CIPD e esqueceu dele, provavelmente vai querer parar de ler agora. Mas, se você suspeitar que a uma força de trabalho feliz pode ser uma força de trabalho mais produtiva, então temos algumas sugestões de coisas simples que você pode fazer para gerar a felicidade nos negócios.

Pague todos de forma justa. Sim, até mesmo as mulheres. Enquanto empreender uma auditoria de salários da sua empresa pode parecer um caminho rápido para disputas internas e processos judiciais, ela poderia, de fato, garantir muita boa vontade de seus funcionários, e ótimas relações públicas. No entanto, não pare apenas na disparidade entre os gêneros. Dê uma olhada na diferença entre o pessoal mais sênior e o júnior. Esta disparidade salarial vem crescendo há algum tempo, mas quando ela continua a aumentar mesmo em momentos de dificuldade, você está apenas encorajando uma equipe descontente.

Abrace o trabalho flexível. A pesquisa mostra que os funcionários que têm algum nível de controle sobre como e onde trabalham são mais felizes do que aqueles enfurnados no mesmo escritório das nove às cinco todos os dias. Como Peter Fleming coloca: “os seres humanos prosperam na maestria e no autodesenvolvimento”. Quando estamos no comando de nosso próprio desempenho, provavelmente exigimos mais de nós mesmos do que quando estamos trabalhando segundo os padrões de outra pessoa.

 Pare de maltratar contratados. Sabemos que mais e mais empresas estão abandonando empregos permanentes tradicionais em favor de contratos de curto prazo ou “zero horas”. Se você espera que sua equipe permaneça resiliente e produtiva, apesar da falta de segurança, então precisa pensar no que pode lhes dar em troca. Um contrato adequado é uma coisa, assim como treinamento, salário decente e oportunidades de promoção. Você também pode perceber que, se estamos caminhando para uma economia de trabalhos temporários, usar suas redes de contato para ajudar aqueles que trabalharam duro para você, e transparência em torno da duração do contrato, é um comportamento importante e decente.

 Pare de ignorar funcionários de tempo parcial. Como o grosso do cuidado com os filhos permanece com as mulheres, mais delas optam por trabalhar em tempo parcial do que os homens. Estranhamente, nós começamos a ver pessoas que trabalham em tempo parcial como não comprometidas e desligadas da escada da carreira. Nós não lhes designamos projetos longos, esperamos que façam o máximo de trabalho em três dias, como costumavam fazer em cinco, e as ignoramos nas promoções e aumentos salariais. E ainda as empresas se perguntam por que suas funcionárias saem.

 Comece a olhar para aquilo que as pessoas realmente querem. Dica: não é um escritório maior ou um título melhor. Com muito mais frequência, o que as pessoas realmente querem é a capacidade de mudar as coisas para melhor, passar mais tempo com suas famílias ou fazendo as coisas que realmente amam, sentir que são apreciadas e recompensadas adequadamente. É uma coisa simples e direta, então por que tantas empresas são tão ruins nisso? Todos nós sabemos que se você paga amendoins, você obtém macacos, mas se você começar a tratar a equipe como robôs, você obterá uma organização que muito rapidamente entrará em curto-circuito.

 * A síndrome de boreout é caracterizada por três sintomas principais: a falta de desafios no trabalho, o desinteresse e o aborrecimento extremos no trabalho.

Fonte: The Guardian | Traduzido e adaptado por Moderattus

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